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  • dterrapraalma

O novo e o antigo que vive em mim

Atualizado: 6 de mai.

Há dias recebi uma música de um amigo querido que tem se mostrado presente em minha vida da maneira mais original possível (Iabás - Saci Wèrè).

A mensagem chegou, me tirou de onde estava e me atirou nas profundezas de meu Ser, com tamanha força que nem minha incrível resistência pode deter.

Sem poder resistir, mergulhei.

No início: resistência, negação, orgulho, autossuficiência, dor, ressentimento, tristeza, em uma camada superficial, mas suficientemente resistente que, aos poucos, foi abrindo espaço, se dissolvendo e reconhecendo a doçura das intenções e as possibilidades da entrega.

Ainda com receio, como quem vai tateando um lugar desconhecido pra se sentir mais segura, ia seguindo nas águas cada vez mais profundas, deixando-me levar, aprendendo a visitar o novo e ao mesmo tempo conhecido dentro de mim.

Cada respiração abria portas muito bem trancadas, permitindo revisitar momentos vividos, dores, escolhas, aprendizados.

Apenas me permiti estar ali, buscando meu espaço de aprendiz e aos poucos aceitando ser cuidada e conduzida. Aprendendo a reconhecer e a aceitar minhas resistências, entendendo que às vezes posso me permitir o colo.

Quanto mais aceitava o colo, mais descobria minhas fortalezas.

Quanto mais espaço abria pra suavidade, mais reconhecia minha força.

Quanto mais olhava pra tudo que julgava fraqueza em mim, mais descobria o quanto fui ou sou capaz.

Quanto mais dissolvia minhas camadas duras de uma armadura que construí pra sobreviver, mais libertava minha luz, doçura ou fragilidades.

E assim, ainda vou seguindo nesse paradoxo entre meus dois mundos, querendo aprender como equilibrá-los e apresentá-los a este outro mundo, aqui fora.

Ainda estou mergulhando, mas agora bem mais leve, mais segura e curiosa.

Há presentes impossíveis de serem retribuídos. Há pessoas que chegam sem explicações e mudam tudo. Há aprendizados que chegam das mais diferentes formas.

Estejamos atentos às mensagens que essa força que tudo sabe, escolhe pra nos enviar e nos ensinar a sermos um pouquinho menos e um pouquinho mais.

Quanto mais me aprofundo e silencio, mais reconheço o mundo que no fundo sempre foi o meu próprio mundo, meu jeito de existir.

Permita-se. Apenas abra espaços em seu coração pra que nele caiba você e assim, possa incluir também os outros.

Deixe as iabás lhe ensinar, ou o nome que quiser dar.



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