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  • Carla

SUSTENTABILIDADE - será que é possível começar por nós?

Atualizado: Jul 6

Há alguns anos venho fazendo mudanças em minha vida, aos poucos. Hoje estava aqui refletindo sobre elas, enquanto também pensava sobre meus inúmeros desafios pra conciliar trabalho, casa, filha, estudos, saúde, lazer, autocuidado,... o que me fez pensar na palavra “sustentabilidade”.


Sua definição, segundo o dicionário é, “conceito que, relacionando aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais, busca suprir as necessidades do presente sem afetar as gerações futuras. Qualidade ou propriedade do que é sustentável, do que é necessário à conservação da vida”.


Não pretendo com esse post, avançar sobre questões que abraçam a totalidade de uma vida completamente sustentável, mas pensei em brincar e aproveitar esse termo pra trazer uma reflexão sobre nossas próprias escolhas e sobre como podemos começar essa mudança, à partir de nós mesmos.


Fui então, refletindo sobre meu próprio desejo de encaixar com maestria tantos compromissos em um único dia. Também me lembrei dos meus próprios dias malucos, querendo fazer o tempo e a energia esticar pra conseguir conciliar tudo isso.


Enquanto os pensamentos passavam pela minha mente, olhava a chuva cair mansa no gramado aqui de casa, sem pressa, sem atropelos, sem cobranças desnecessárias. A natureza novamente mostrando que existem maneiras diferentes e muito eficientes de viver a vida.


Será que podemos aprender sobre sustentabilidade voltando o olhar pra nós? Questionando se é preciso mesmo tanta pressa? Se é preciso mesmo tanta exposição pelas redes sociais? Se é mesmo preciso buscar tantos recursos nos comércios, adquirindo produtos e mais produtos, que muitas vezes só usamos uma única vez?


Será que precisamos mesmo de tantas coisas? tantos clicks? tantos compromissos que nos tomam o dia todo? Tantos objetos que nos cercam e nem contam uma história?


Fiquei ali, olhando a chuva cair, costurando ideias, pensando em como nós, seres humanos, fomos nos perdendo de nós mesmos, em uma busca exagerada e irrefletida de consumos e exigências pessoais ou coletivas.


Será que não seria melhor apenas deixar a vida fluir como a respiração que observamos em nossas práticas cotidianas de Mindfulness?


Aprender deixar a vida trazer e levar, com naturalidade, tudo aquilo que precisamos, nos desapegando de tantas necessidades, pensamentos e sentimentos que nos cercam o tempo todo.


Nesse mundo tecnológico e na minha própria necessidade de estar aqui hoje, em frente ao computador, pra escrever esse simples texto pra vocês, fiquei pensando se existe mesmo uma maneira de captar os momentos mais impressionantes da vida pelas telas ou se eles simplesmente precisam ser sentidos. Se eu tiver que parar pra filmar ou fotografar cada um deles, deixarei de vivê-los em plenitude.


Então, quem sabe, talvez só nos falte silenciar e sentir. Mesmo que esse sentir nos traga nossos próprios vazios e nos faça encolher diante da vida que muitas vezes, deixamos passar no meio de tanta correria. Perceber isso, já seria um grande conhecimento, uma porta pra transformações futuras.


Então, o que venho propor hoje aqui é simples... começar de onde se está, com aquilo que se tem, reaproveitando, transformando, começando por nós mesmos, pelos nossos sonhos, pensamentos, nosso próprio cotidiano, nosso entorno.


Aliviar a carga de tantas cobranças pode ser um bom início, mas se as palavras deixaram isso confuso demais, vamos simplificar...


Apenas olhe em volta, com cuidado, observe cada detalhe presente. Avalie se precisa mesmo de tantas coisas ou se elas simplesmente preenchem vazios.


Comece pela casa... separe, desapegue, doe, recicle, libere espaços, consuma menos, faça escolhas com calma, escolha produtos naturais, se precisar comprar – compre diretamente de quem produz, escolha produtos duráveis... Existem inúmeras e diferentes maneiras de começar.


Eu tenho feito isso já há alguns anos. Pelo menos uma vez por ano ou até mais, entro em um processo de olhar meus excessos e vou buscando maneiras de superá-los. Já avancei um pouco, mas ainda bem pouco, dentro desse processo lindo e contínuo.


O que tenho aprendido, é que isso com certeza ajuda a liberar espaços importantes na vida. Sobra tempo e também espaços físicos que ficam livres pra receber o que realmente faz sentido pra nós.


Vamos juntos pensar sobre nossos excessos e redesenhar nossas vidas?


Então vou lá, começando hoje, porque cada reflexão só se completa se tiver uma ação.


Vou começar pelas minhas roupas e durante a semana, me manter atenta pra rever outros excessos que andam me incomodando por aqui. Se quiser, depois me conte sobre os excessos que você também decidiu se livrar. Vou adorar saber.


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